Por onde nós vamos a partir do nosso nome e de quem somos?

No último domingo, dia 15 de setembro, convidamos os jovens para um encontro: consigo, com o outro e sua ancestralidade. Fomos até o Quilombo do Abacatal, em Ananideua, para fazer uma trilha no território da comunidade.


Lá tivemos tempo para compor nossos silêncios e estar em comunhão com a natureza e com o próximo. Refletimos sobre quem somos e quem faz parte da construção de nossa individualidade. Tivemos a oportunidade de adentrar em um lugar sagrado e ouvir sobre a história da comunidade.


Francisdalva Cardoso foi quem nos guiou pela trilha e passado do quilombo. Nos contou sobre como começaram a fazer essas atividades pelo território, e da importância de estarem em contato com a natureza. A história do Quilombo de Abacatal sobrevive principalmente através da tradição oral, o que fez desse momento de partilha ainda mais significativo, tanto para os jovens do território, que estreitaram mais seu laços com sua própria história, quanto para os visitantes, que conheceram um pouco da diversidade de histórias que compõem a Amazônia.




A intenção da Trilha Inaciana é a de proporcionar um maior contato dos jovens com a natureza, e poder refletir sobre uma temática, fora de sua zona de conforto. Essa última atividade foi guiada pelo tema "Eu sou porque nós somos", e a proposta era a de pensar sobre a nossa individualidade, e como ela se relaciona com os outros e com o nosso território.


Estar no Quilombo do Abacatal foi transformador. Para Fabiana Guardão, que veio de São Paulo, a Amazônia mudou a sua vida . Segundo ela, as pessoas de fora não fazem ideia de como essas comunidades tradicionais vivem, e como eles lutam para manter esse território.

Já para Aymê Jilvana, foi como estar em casa. Ela que é cria do Quilombo de São Sebastião, compartilhou o quanto, apesar de sentir tantas semelhanças com o seu próprio território, era importante estar lá para conhecer as particularidades da história do Abacatal.





Saímos de lá transformados e mais fortes, tendo a certeza de que não estamos só, e somos melhores unidos.

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