Casa MAGIS Manaus promove 7° edição do Mochilaço Jovem


Em comunhão com o Sínodo para a Amazônia, o Mochilaço Jovem 2019 teve como tema Juventude Mochileira: Caminhando para uma ecologia integral. Foram 16 km de caminhada, 8 km na BR 174, que liga Manaus ao Município de Presidente Figueiredo, e 8 km no ramal Cláudio Mesquita, que dá acesso as Fazendas da Esperança Feminina e Masculina de Manaus.



Cerca de 61 jovens participaram da 7° edição do Mochilaço, que durante o percurso foram convidados a refletir os 5 sentidos do corpo humano. A atividade também é um teste de resistência, pois a cidade é quente, úmida e como qualquer caminhada, requer preparo físico e alguns cuidados. Equipes de apoio, com carros distribuindo água e frutas, estavam à disposição dos mochileiros durante o trajeto.


O Coordenador da Casa MAGIS Manaus, Padre Silas Silva Sj destaca a importância da peregrinação inaciana, “A peregrinação não é somente territorial, mas também interior. Os jovem buscam conhecer, cada vez mais, a si e a responder qual é a vontade de Deus para as suas vidas. Como podem cuidar melhor de si, do outro e da casa comum”.


A última parada da peregrinação foi na Fazenda da Esperança masculina onde também fica o Santuário da Misericórdia, que foi a onde refletiram a audição. Ao finalizar a peregrinação inaciana o jovens foram conduzidos para o Refúgio do Capuchinhos, onde ficariam hospedados.


A equipe de animação já estava preparada esperando os mochileiros com muita música e animação. Foi feita uma dinâmica trazendo o encontro das águas e também realizado o Lucernário, que é a celebração da luz, trazendo recordações da vida, pedidos de oração e cantos de meditação.



Posteriormente aconteceu a noite cultural, momento de descontração, música local e a oportunidade para dançar o boi bumbá. Dos jovens que vieram de Fortaleza, Diego Barbosa compartilhou um pouco de sua vivência “Pude me reconectar comigo mesmo, e isso foi singular, porque é também uma ligação com o outro e com essa natureza que se ressignifica a partir desse nosso olhar peregrino, caminhante”. Ele destaca, ainda, que é preciso olhar de uma outra forma e com urgência para o cuidado e a preservação da Amazônia.


O dia seguinte iniciou com um momento de oração pessoal, depois houve uma oração comunitária numa cabana, em meio a um imenso viveiro de peixes. Também foram partilhadas histórias de vida de pessoas que passaram pela dependência química e foram recuperados na Fazenda da Esperança.


No período da tarde aconteceu a gincana ecológica, com a temática de acordo com o Sínodo para a Amazônia, o conhecimento geográfico, pinturas de traços indígenas. Um momento de muito aprendizado e diversão.



A Santa Missa fechou o Mochilaço Jovem. Repleto de emoções, Diego Barbosa escreveu e fez a leitura de uma carta aberta sobre a Experiência. Nela ele descreveu como foi estar pela primeira vez no norte do país, o quanto ele se sentia encantado pelas belezas naturais desta terra e sobre a urgência de cuidados de tudo isso, para que não seja perdido. Ao final da celebração o coordenador da Casa MAGIS Manaus agradeceu a presença de todos e a disposição daqueles que se empenharam para que o evento acontecesse.



Suziane Brito, a colaboradora da Casa MAGIS Manaus, que participa do Mochilaço Jovem há 6 anos, destaca o desafio de estar pela primeira vez como peregrina e líder de equipe. "Caminhar foi me reconhecer, reconhecer meu corpo, a natureza que envolve a cidade, repensar essa floresta que a gente tanto discute e conviver com outras pessoas, com essa juventude que tá chegando agora”.


Para ver mais imagens do Mochilaço é só conferir o link: https://web.facebook.com/pg/casamagismanaus/photos/?tab=album&album_id=2944207115606541

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